Hoje sou a saudade. Sou a vontade de um beijo não dado. O aconchego de um abraço perdido. Sou o calor do nosso sexo. Sou a minha vontade e a sua recusa. Sou o amor que você deixou cair do bolso ao subir na calçada. Sou as milhares de lagrimas caídas no chão, o choro abafado, o grito calado que eu soltei. Em vão. Você nunca escutou e nunca escutaria. Não percebeu a súplica nos meus olhos molhados e carentes. Nunca sentiu o perdão no meu toque. Você não sentiu o amor nos meus beijos. Ou sentiu e não deu valor.
Não farei perguntas retóricas, nessa funçao já basta a vida.
Hoje sou a saudade, ontem fui o choro. E amanha? Amanhã serei a felicidade vazia. O sorriso seco. Seco.
Mais seco vou ficando. Até aceitar que depois do verão, vem o outono. E que depois de um amor vem outro. É simples, mas eu nunca gostei do simples.
Ces't la vie.
I F O
P
M